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As urgências de um novo modo de se pensar a vida: “Uma pessoa vale mais que o mundo”


O suicídio é um problema de saúde pública no Brasil e os casos têm crescido principalmente entre os jovens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio já é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, no mundo. No Brasil, já é a quarta maior. Dados da OMS apontam que 32 brasileiros se suicidam diariamente.

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, escreveu um artigo que chama a atenção para essa problemática do suicídio. Com o título: “Uma pessoa vale mais”, o artigo cita a francesa, fundadora da Congregação das Irmãs do Bom Pastor, Santa Maria Eufrásia Pelletier, que há duzentos anos atrás, gritou misticamente: “Uma pessoa vale mais que o mundo”.

Segundo o artigo, ela gritou, especialmente, em defesa da mulher, naquela época, pouco valorizada e reconhecida. Esse gesto precisa ecoar no coração da sociedade pós-moderna para o enfrentamento de tudo aquilo que empurra para o alto, de modo assustador, as estatísticas dos milhares de seres humanos que desistem de viver. É uma situação alarmante.

Dom Walmor aponta no texto que: “a cada 40 segundos uma pessoa, no mundo, se suicida. Esses números, algumas vezes omitidos em respeito à dor daqueles que vivem o luto, ou por falta de coragem de se dedicar a um complexo problema e, ainda, quem sabe, pela indiferença gélida que compassa as dinâmicas da atualidade, comprovam a urgência de entendimentos e de reações que impulsionem a recuperação daquilo que, após perdido, faz a vida também perder o seu sentido”.

Segundo a OMS, nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas. A prevenção é fundamental para reverter essa situação, garantindo ajuda e atenção adequadas. Para a organização, a primeira medida preventiva é a educação. É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto.

Com o tema: o #ComoVaiVocê, a campanha do setembro amarelo deste ano busca chamar a atenção da população sobre a importância dessa discussão. De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), a sociedade em geral precisa reconhecer sinais, diferenciar mitos e verdades, ouvir profissionais e ter acesso a formas de apoio.

Segundo o CVV, falar também é a melhor solução já que a pessoa que pensa em suicídio sofre uma grande dor e não vê saída para ela. Em geral, quem pensa em suicídio não quer necessariamente morrer, mas fazer aquela dor sair, mas não sabe como.

“É oportuno e necessário pensar o alcance e o significado da afirmação: “Uma pessoa vale mais que o mundo”. O tesouro do mundo é cada pessoa. O mundo só tem sentido pelo valor inestimável de cada pessoa”, afirma dom Walmor no artigo.

E continua: “A fé cristã tem indicações preciosas ao promover o encontro de cada pessoa com Jesus Cristo. Assim, possibilita a reorientação permanente na perspectiva do amor que dá sentido ao viver, mesmo diante de dificuldades e das labutas mais desafiadoras, até mesmo quando se chega ao limite do martírio”.

Dom Walmor finaliza o texto dizendo que: “O alarme do suicídio põe no horizonte as urgências de um novo modo de se pensar a vida”.

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